Mercado muda o tom e sinaliza virada: juros podem cair antes do esperado enquanto inflação perde força.

Economia

O mercado financeiro voltou a revisar suas expectativas para os principais indicadores econômicos do país, sinalizando mudanças importantes no cenário macroeconômico. Dados da mais recente pesquisa Focus, divulgada pelo Banco Central, mostram que analistas reduziram a projeção para a taxa básica de juros após oito semanas sem alterações, ao mesmo tempo em que ajustaram para baixo as estimativas de inflação e demonstraram maior otimismo com o desempenho da economia.

A mediana das projeções aponta que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 12,13%, abaixo da estimativa anterior de 12,25%. Atualmente em 15%, a expectativa dos economistas consultados é que o ciclo de cortes tenha início em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual. Para 2027, a previsão foi mantida em 10,5%.

No campo da inflação, o levantamento registrou a sétima queda consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, agora em 3,91%, ligeiramente abaixo dos 3,95% projetados anteriormente. Para o próximo ano, a previsão permaneceu em 3,80%. O centro da meta oficial é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Já em relação ao crescimento econômico, houve leve melhora nas expectativas para o Produto Interno Bruto em 2026, passando de 1,80% para 1,82%, após dez semanas de estabilidade. Para o ano seguinte, a projeção segue em 1,80%.

O câmbio também apresentou revisão, com a estimativa para o dólar ao final deste ano recuando para R$5,45, ante previsão anterior de R$5,50.

Os números reforçam uma percepção de cenário mais equilibrado, embora ainda cercado de incertezas, mantendo o debate sobre o ritmo de cortes de juros e a sustentabilidade da inflação sob controle no centro das atenções do mercado.

Foto: Adriano Machado
Redação Brasil News

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