A Polícia Federal cumpriu na última quarta-feira (8) uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apreendeu uma espingarda de luxo registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O armamento foi localizado na residência de um homem na cidade de Cachoeirinha, localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). A ação faz parte de uma medida mais ampla do STF para recolher preventivamente todos os armamentos vinculados ao ex-mandatário. Novos detalhes divulgados pela PF revelam que a espingarda possui customizações estéticas exclusivas, sendo decorada com as cores da bandeira do Brasil e ostentando a inscrição oficial “Ordem e Progresso”. Trata-se de uma arma semiautomática modelo AR-05-16, de calibre 12 GA, fabricada pela empresa turca Maestro Arms Company (M.A.C) e avaliada em aproximadamente R$ 15 mil no mercado bélico brasileiro. O delegado responsável pela operação informou que o item foi encontrado perfeitamente acondicionado em um estojo apropriado (case) e acompanhado de carregadores desmuniciados. Uma fotografia detalhada do armamento foi formalmente anexada ao documento enviado pela corporação ao STF. As investigações apontam que o armamento foi um presente concedido a Bolsonaro por um proprietário de fábrica de armas no ano de 2022, período em que foi devidamente transferido para o nome do ex-presidente no Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Contudo, o político nunca chegou a retirar o presente no Rio Grande do Sul, fazendo com que a espingarda permanecesse guardada nas dependências da empresa fabricante até a chegada dos agentes federais. Durante a mesma quarta-feira, buscas paralelas foram realizadas na residência do ex-presidente, mas nenhum outro item foi encontrado. O recolhimento total das armas foi engatilhado após uma pistola registrada em nome de Bolsonaro ser apreendida com um de seus seguranças particulares durante uma blitz policial de rotina em Brasília, no dia 16 de junho. Em nota, a defesa do ex-presidente argumentou que a arma sempre esteve sob a guarda da importadora de artigos bélicos no sul do país. No entanto, fontes ligadas ao caso apontam que, embora a defesa tivesse notificado o STF de que o item estava com a empresa, os advogados falharam em fornecer a localização geográfica exata do armamento e a documentação comprobatória necessária. O representante da companhia bélica que guardava o item entregou a espingarda sem esboçar qualquer resistência, demonstrando plena colaboração e boa-fé com as autoridades judiciais. Foto: Divulgação / PF / Redação – Thiago Salles
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