Crime perfeito? Um ano após empresário ser achado morto em buraco no Autódromo de SP, assassinato segue sem culpados.

Brasil

O misterioso e brutal assassinato do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Júnior, de 35 anos, completou um ano exato nesta sexta-feira (30) sem que a Justiça tenha uma resposta sobre quem cometeu o crime. O dono de uma rede de óticas desapareceu na noite de 30 de maio de 2025 após curtir um festival de motociclismo no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Quatro dias depois, seu corpo foi encontrado em um cenário de horror: ocultado de cabeça para baixo dentro de um buraco estreito de obras na área do kartódromo, vestindo apenas jaqueta, camiseta e cueca, sem calças ou tênis. Passados 12 meses, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) ainda bate cabeça para quebrar o muro de silêncio que protege os executores.

A principal linha de investigação dos agentes aponta que Adalberto teria invadido uma área restrita do kartódromo para pegar seu carro no estacionamento e acabou entrando em uma discussão violenta com a equipe de vigilância do evento. O laudo da Polícia Técnico-Científica confirmou que o empresário foi morto por asfixia violenta — provocada por esganadura no pescoço ou por compressão torácica, método em que o assassino usa o joelho para esmagar os pulmões da vítima. “É um crime que foi difícil de elucidar”, desabafou a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, justificando que a ausência total de testemunhas oculares e a falta de câmeras gravando o momento exato do ataque tornaram o inquérito um verdadeiro quebra-cabeça intrigante.

Para tentar romper a barreira da impunidade, a Polícia Civil desfechou um contra-ataque tecnológico agressivo nos últimos meses. Os investigadores passaram a utilizar uma avançada tecnologia de inteligência israelense para invadir 15 celulares apreendidos de testemunhas e seguranças. O objetivo é recuperar mensagens criminosas apagadas do WhatsApp e mapear históricos de localização georreferenciada daquela noite. O foco principal da mira policial está sobre funcionários de duas empresas de vigilância terceirizadas, Malbork e ESC Fonseccas, que omitiram nomes na lista de plantão e apagaram dados dos aparelhos logo após o crime. Entre os investigados está um lutador de jiu-jítsu com passagens por furto que foi flagrado com munições escondidas, mas a polícia aguarda os relatórios técnicos finais para fechar o cerco e pedir as prisões.

Foto: Divulgação

Redação – Thiago Salles

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