Uma nova modalidade de publicidade disfarçada de utilidade pública está gerando forte indignação e acendendo o sinal de alerta máximo entre os órgãos de defesa do consumidor no Brasil. Publicações com estética de portais de notícias espalham o anúncio de aprovação de um suposto “Auxílio Inglês 40+”, prometendo que brasileiros acima de 40 anos teriam direito a um benefício totalmente subsidiado para aprender o idioma em poucas semanas sem estudar gramática. No entanto, uma análise cirúrgica do material revela que o termo “Auxílio” não passa de uma farsa publicitária e uma estratégia de guerrilha de marketing para mascarar a venda de um curso privado convencional.
O texto fraudulento utiliza técnicas de manipulação psicológica, incluindo depoimentos fictícios de personagens que supostamente “resgataram o benefício” e prazos de validade falsos com contagem regressiva para criar um senso de urgência artificial nas vítimas. O anúncio cita métodos milagrosos como a “Transferência Linguística Guiada”, afirmando falsamente que a Embaixada Americana adotou o sistema para treinar funcionários. Na verdade, o link de redirecionamento encaminha o usuário para um questionário rápido que serve apenas como duto de captação de dados (leads) para forçar a contratação de uma assinatura paga, exigindo do consumidor o pagamento de taxas de matrícula disfarçadas que podem ser parceladas.
Especialistas em segurança digital e direito do consumidor alertam que o uso da palavra “Auxílio” configura propaganda enganosa, uma vez que induz o cidadão ao erro ao fazer parecer que se trata de um programa social, governamental ou de um fundo filantrópico de educação continuada. As autoridades reforçam que nenhum programa oficial de subsídio de idiomas com este nome foi aprovado pelo governo federal e orientam a população a não fornecer dados bancários ou documentos pessoais em páginas suspeitas que prometem facilidades milagrosas, sob o risco de caírem em golpes financeiros de clonagem de cartões e roubo de identidade.
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Redação – Thiago Salles