Inflação perde força em junho, mas alimentos e conta de luz continuam pesando no bolso dos brasileiros.

Economia

A prévia da inflação oficial do Brasil registrou desaceleração em junho e ficou em 0,41%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo dos 0,62% apurados em maio, indicando uma redução no ritmo de crescimento dos preços ao consumidor.

Mesmo com a desaceleração, a inflação continua sendo pressionada principalmente pelos setores de Alimentação e Bebidas e Habitação, que juntos responderam pela maior parte do índice registrado no mês.

Segundo o levantamento, os preços dos alimentos apresentaram alta de 0,74%, mantendo impacto significativo no orçamento das famílias brasileiras. Já o grupo Habitação avançou 0,72%, impulsionado principalmente pelo aumento nas tarifas de energia elétrica.

O maior impacto individual sobre o IPCA-15 veio justamente da conta de luz. A energia elétrica residencial registrou elevação de 2,04%, influenciada pela aplicação da bandeira tarifária amarela e por reajustes autorizados em algumas localidades do país.

No acumulado de 2026, o indicador soma alta de 3,45%. Já nos últimos 12 meses, a inflação alcançou 4,80%, percentual superior aos 4,64% registrados no período imediatamente anterior.

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial brasileira e serve como um importante indicador para acompanhar a evolução dos preços da economia. Seus resultados são observados por consumidores, empresas, investidores e autoridades responsáveis pela política econômica do país.

Especialistas destacam que, apesar da desaceleração registrada em junho, a continuidade das pressões sobre itens essenciais, como alimentação e energia, ainda exige atenção, já que esses produtos têm impacto direto no orçamento da população.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Redação – Ana Flavia

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