Fictor apresenta ao Banco Central proposta formal para comprar o Banco Master com aporte de R$ 3 bilhões.

Economia

O processo de venda do Banco Master avançou para uma nova etapa nesta terça-feira após a Fictor Holding Financeira apresentar ao Banco Central o pedido oficial de aprovação para assumir o controle do Banco Master S.A.. A proposta inclui um aporte inicial de R$ 3 bilhões e conta com a participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos.

A reestruturação do grupo prevê três vendas simultâneas a diferentes investidores – (crédito: Divulgação )

A reestruturação do conglomerado prevê a realização de três vendas simultâneas, cada uma destinada a grupos distintos. O pedido submetido ao Banco Central contempla exclusivamente o braço bancário do Master, enquanto o Will Bank e o Banco Master de Investimentos serão vendidos separadamente para compradores internacionais, com anúncio previsto ainda para hoje.

De acordo com documentos enviados ao BC, a Fictor planeja uma profunda reformulação na governança da instituição. Entre as mudanças propostas estão a criação de um novo conselho, a reestruturação da diretoria estatutária e a alteração do nome do banco para Banco Fictor, após a conclusão de todas as etapas regulatórias.

A operação marca também a saída de Daniel Vorcaro, fundador e atual presidente do Banco Master. Ele deve deixar o comando e vender integralmente sua participação acionária, dedicando-se exclusivamente à administração de sua holding patrimonial.

O novo nome cotado para assumir a presidência da instituição é Antônio Oliveira Neto, executivo com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e passagens por instituições como JPMorgan, Santander e HSBC.

Um processo marcado por controvérsias

A corrida pela compra do Banco Master começou no início do ano, quando o BRB demonstrou interesse em assumir o banco. No entanto, em setembro, o Banco Central vetou a operação alegando “risco de sucessão”, com possibilidade de herança de passivos que comprometeriam a saúde financeira do BRB.

A proposta anterior incluía um pacote de ativos de R$ 50 bilhões, mas deixava de fora outros R$ 23 bilhões considerados de baixa liquidez. O Master também enfrentava dificuldades de captação, chegando a oferecer remunerações muito acima do mercado — cerca de 140% do CDI — para atrair investidores para seus CDBs.

Com o veto do BC, o grupo iniciou negociações com novos fundos privados, incluindo um gestor internacional responsável por mais de US$ 100 bilhões em ativos.

A Fictor Holding Financeira, que agora lidera a aquisição, atua nos setores financeiro, de infraestrutura e de alimentos e reúne cerca de 6 mil colaboradores em suas 30 empresas distribuídas entre Brasil, Estados Unidos e Europa.


Foto: Divulgação

Redação Brasil News

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