A guerra entre Rússia e Ucrânia escalou novamente nesta sexta-feira (6), com um ataque aéreo de grandes proporções coordenado pelo exército russo. Segundo informações do governo ucraniano, mais de 450 projéteis – entre 407 drones e 45 mísseis – foram disparados contra diversas regiões do país, marcando o maior bombardeio registrado desde o início da guerra.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou a ação como um “ataque massivo” e afirmou que o país foi atingido em praticamente todas as direções, incluindo áreas do oeste, centro e norte. Em Kiev, a capital, quatro pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, com destruição em prédios residenciais e estações de metrô.
A Rússia, por sua vez, justificou a ofensiva como uma retaliação a ataques anteriores da Ucrânia contra bases aéreas russas. O Ministério da Defesa russo declarou que “todas as ações são resposta aos atos terroristas do regime ucraniano”.
Apesar da interceptação de 370 drones e 36 mísseis, os danos materiais e humanos foram severos. O episódio intensificou os pedidos de Zelensky por sanções mais duras contra Moscou, enquanto os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, se posicionaram de forma ambígua, indicando insatisfação com ambos os lados do conflito.
A escalada evidencia que, mesmo após três anos de guerra, os combates continuam se intensificando, com civis sendo os mais afetados.