O debate presidencial realizado pela Band neste domingo (23) colocou em evidência uma das propostas mais controversas apresentadas pelo candidato Renan Santos, do Missão. Ao discutir as mudanças nas relações de trabalho, o candidato criticou a proposta de encerramento da escala 6×1 e afirmou que pretende promover uma profunda reformulação da legislação trabalhista caso chegue à Presidência.
Renan defendeu um modelo no qual empregados e empregadores tenham maior liberdade para negociar as jornadas. Entre as propostas apresentadas está a contratação com pagamento por hora trabalhada, em substituição ao modelo tradicional de salário fixo. Segundo o candidato, a mudança teria como objetivo facilitar novas contratações e reduzir os custos envolvidos na geração de empregos.
A declaração mais contundente, porém, já havia sido feita por Renan durante um encontro com representantes do setor de comércio e serviços, realizado em Brasília no dia 18 de agosto. Na ocasião, ele afirmou que o Brasil precisava “acabar com a Justiça do Trabalho” e classificou o fim da escala 6×1 como uma medida que poderia provocar graves consequências econômicas.
Durante o debate, o candidato também direcionou críticas ao Bolsa Família e ao programa Gás do Povo. Suas declarações colocam as relações trabalhistas entre os principais pontos de sua campanha e devem provocar forte reação entre sindicatos, trabalhadores, empresários e outros candidatos à Presidência.
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou força no cenário político brasileiro com propostas para ampliar os períodos de descanso dos trabalhadores. A posição de Renan Santos segue em sentido contrário, defendendo maior flexibilidade na negociação entre empresas e funcionários e uma revisão ampla das atuais regras trabalhistas.
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Redação – Thiago Salles