A cotação das principais referências globais de energia iniciou a semana sob pressão vendedora nos mercados internacionais. No pregão asiático, o barril do tipo WTI (West Texas Intermediate), negociado na bolsa de Nova York e que serve de referência para o mercado norte-americano, registrava recuo de 1,9%, cotado a US$ 85,39. Paralelamente, o petróleo do tipo Brent, negociado na ICE em Londres e balizador das tarifas internacionais, operava com queda de 1,8%, atingindo a marca de US$ 92,68 por barril.
A retração nas cotações ocorre em um momento em que os agentes de mercado aguardam o pronunciamento oficial do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. O chefe da economia norte-americana deve detalhar ainda hoje a estratégia de estrangulamento financeiro contra Teerã, classificada por Washington como uma operação “esmagadora”. O movimento ocorre poucos dias após o governo dos EUA reforçar o pedido de cooperação de países aliados e da China para isolar as receitas iranianas decorrentes do comércio de combustíveis.
O clima de apreensão em relação aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e seus impactos no suprimento de energia também contagiou o desempenho dos índices acionários na Ásia. A maioria das bolsas asiáticas encerrou a sessão de segunda-feira no campo negativo. Na Coreia do Sul, o índice Kospi amargou uma desvalorização de 1,4%, impactado fortemente pela baixa das ações de gigantes do setor de tecnologia e semicondutores, como a Samsung Electronics e a SK Hynix.
O movimento de queda estendeu-se aos mercados de Tóquio, Xangai, Taipé e Wellington, que fecharam o dia no vermelho. Em contrapartida, as bolsas de Sydney, Jacarta e Bangkok conseguiram descolar da tendência regional e fecharam em alta, enquanto os mercados de Manila e Kuala Lumpur registraram estabilidade ao longo do dia. Analistas apontam que a volatilidade nos preços das commodities de energia deve continuar ditando o ritmo dos ativos de risco até a consolidação dos detalhes do pacote econômico norte-americano.
Foto: AFP – Redação – Thiago Salles