Mercado reage à prisão de Maduro e petróleo abre semana em queda nas bolsas asiáticas.

Economia Negócios

Os preços do petróleo operaram em baixa na abertura dos mercados asiáticos nesta segunda-feira (4), refletindo a cautela dos investidores diante dos desdobramentos políticos na Venezuela. O movimento ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro, no sábado, em uma ação conduzida pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.

No início das negociações, o barril do Brent — principal referência para Europa e Ásia — recuava cerca de 0,6%, sendo negociado próximo de US$ 60. Já o WTI, utilizado como parâmetro nos Estados Unidos, operava ao redor de US$ 57 por barril.

Apesar de a Venezuela concentrar a maior reserva comprovada de petróleo do planeta e integrar o grupo fundador da Opep, a produção do país perdeu relevância nos últimos anos. Atualmente, responde por menos de 1% da oferta global devido ao sucateamento da infraestrutura e às sanções internacionais.

No domingo, os países da Opep+ decidiram manter estável o nível de produção, mesmo diante das tensões entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além do agravamento da crise diplomática envolvendo Washington e Caracas. A decisão ocorre após uma queda acumulada superior a 18% nos preços do petróleo em 2025, a maior desde 2020.

Para o ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, David Zylbersztajn, eventuais altas no preço da commodity tendem a ser passageiras. Segundo ele, o mercado enfrenta um cenário estrutural de aumento da oferta, o que limita movimentos de valorização mais duradouros.

A expectativa, segundo analistas, é que a produção venezuelana volte a crescer com a entrada de petroleiras norte-americanas na operação e na modernização da infraestrutura do país. Declarações recentes do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçam a intenção de Washington de usar o setor petrolífero como instrumento de pressão política.

Especialistas destacam ainda que, embora o consumo global de petróleo continue crescendo em volume, sua participação relativa na matriz energética mundial vem diminuindo diante do avanço gradual das fontes renováveis. Esse fator, aliado ao excesso de oferta, contribui para manter os preços sob controle no médio prazo.

Crédito: Reuters

Redação Brasil News

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