O governo federal anunciou um novo aumento na tributação sobre cigarros, elevando a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados como forma de compensar perdas na arrecadação após medidas adotadas para conter a alta dos combustíveis.
Com a mudança, o valor do imposto por maço sobe de R$ 2,25 para R$ 3,50. Além disso, o preço mínimo da carteira de cigarros também foi reajustado, passando de R$ 6,50 para R$ 7,50.
A decisão está ligada à estratégia do governo de equilibrar as contas públicas após a redução de tributos sobre itens como querosene de aviação e biodiesel, que tiveram alíquotas de PIS e Cofins zeradas recentemente.
Segundo o Ministério da Fazenda, o aumento na taxação do cigarro já vinha sendo estudado desde 2024, quando houve um reajuste anterior. Na ocasião, o governo buscava tanto ampliar a arrecadação quanto desestimular o consumo do produto por questões de saúde pública.
No entanto, de acordo com a equipe econômica, o aumento anterior não teve o impacto esperado, o que motivou uma nova elevação na carga tributária.
Especialistas apontam que medidas desse tipo costumam ter dois efeitos principais: elevar a arrecadação e reduzir o consumo, embora também possam incentivar o mercado ilegal.
A mudança deve impactar diretamente o bolso dos consumidores e reacende o debate sobre políticas fiscais e saúde pública no país.
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Redação – Thiago Salles