Haddad Quer Virar a Mesa: Banco Central Pode Tomar Poder da CVM e Mirar Fundos Suspeitos.

Economia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo debate internamente uma mudança estrutural no sistema de fiscalização financeira do país. A proposta prevê a ampliação do escopo regulatório do Banco Central do Brasil, que passaria a assumir a supervisão direta dos fundos de investimento — hoje sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários.

Segundo Haddad, a ideia está sendo analisada por diferentes áreas do Executivo e discutida com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Gestão. O ministro argumenta que parte das atribuições atualmente concentradas na CVM estaria, na sua avaliação, alocada de forma equivocada.

A iniciativa ganha força após investigações que levantaram suspeitas sobre o uso de fundos de investimento como instrumentos para lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e manipulação artificial de ativos. Operações recentes das autoridades fiscais e financeiras identificaram estruturas complexas envolvendo empresas de fachada e cifras bilionárias incompatíveis com a realidade econômica dos negócios.

Haddad também saiu em defesa da atuação do Banco Central no caso do Banco Master, liquidado no fim de 2025. Para o ministro, a atual gestão da autoridade monetária teve de lidar com problemas herdados da administração anterior. Em declarações duras, ele afirmou que o ex-presidente do BC teria criado entraves institucionais e deixado passivos regulatórios relevantes.

O titular da Fazenda ainda criticou o crescimento acelerado das fintechs sem fiscalização imediata e acusou setores da oposição de reagirem contra o reforço do controle estatal por receio de que investigações atinjam nomes influentes do mercado e da política.

No campo fiscal, Haddad rebateu críticas sobre a condução das contas públicas, afirmando que houve redução expressiva do déficit em relação ao governo anterior. Já sobre a agenda futura, indicou que pautas sensíveis ao topo da pirâmide econômica não devem avançar em 2026, enquanto projetos como a regulamentação da inteligência artificial e incentivos para data centers seguem como prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Foto: Marcelo Camargo

Redação Brasil News

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