Golpe do último suspiro! Quadrilha com PMs é alvo de operação após roubar R$ 1,1 milhão de empresário com câncer terminal.

Brasil

Uma investigação contundente da Delegacia de Defraudações (DDEF) desmascarou um dos esquemas de estelionato e traição corporativa mais cruéis já registrados no Rio de Janeiro. Na manhã desta segunda-feira (1º de junho de 2026), a Polícia Civil fluminense deflagrou a Operação Último Suspiro. A ação mirou uma organização criminosa — que contava com a participação estratégica de policiais militares e funcionários de extrema confiança — especializada em aplicar fraudes societárias de guerrilha jurídica para desviar um patrimônio milionário de um empresário que se encontrava em estágio terminal por decorrência de um câncer agressivo.

De acordo com os relatos devastadores feitos por parentes da vítima ao telejornal RJ1, o rombo financeiro foi descoberto durante a reengenharia de conferência dos documentos após o falecimento do empresário. A quadrilha se aproveitou do estado de vulnerabilidade clínica absoluta do homem para realizar um saque criminoso de R$ 1,1 milhão. “Infelizmente, foi uma surpresa. A gente não espera que funcionários de tantos anos fossem fazer isso com ele”, desabafou um familiar sob condição de anonimato. O grupo falsificava assinaturas e alterava a composição societária das empresas do ecossistema da vítima, que eram detentoras de vultosos valores em precatórios judiciais, transferindo o comando dos negócios para laranjas e membros do bando, enquanto empregados antigos assumiam cargos de gerência na nova estrutura fraudulenta.

A audácia dos criminosos alcançou o limite do absurdo no leito de morte da vítima. As apurações apontam que um falso testamento foi lavrado e registrado escassas duas horas antes do óbito do empresário. O documento forjado concentrava superpoderes nas mãos de uma das investigadas, nomeando-a simultaneamente como testamenteira, inventariante e principal beneficiária de toda a fortuna remanescente. Com o apoio e acompanhamento institucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dezenas de agentes civis saíram às ruas para cumprir mandados de busca e apreensão em bairros nobres e suburbanos como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vila Valqueire, Ilha do Governador, Abolição e Centro. Um dos alvos principais foi a residência de um subtenente da Polícia Militar lotado no 15º BPM (Duque de Caxias), apontado como braço armado e operacional da quadrilha.

Foto: Divulgação / Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro

Redação – Thiago Salles

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