O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra ele. A ação foi solicitada após o parlamentar publicar em suas redes sociais uma montagem associando o PT a facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.
Na postagem, Flávio comparava as siglas, afirmando: “CV, PCC e PT: as três facções mais perigosas do Brasil”. A publicação gerou reação imediata no Planalto, levando o presidente a pedir que a AGU adote “medidas cíveis e penais cabíveis” por considerar a fala ofensiva à sua honra.
Em entrevista à imprensa, o senador afirmou não estar preocupado com a possibilidade de um processo judicial. “Tenho imunidade parlamentar para expressar minhas opiniões. O PT é, sim, uma facção perigosa — não estou usando o termo de forma pejorativa, mas como definição política. Tenho liberdade de expressão e confiança de que a Justiça reconhecerá isso”, declarou.
O episódio amplia a tensão entre governo e oposição. Integrantes do PT avaliam que o discurso de Flávio Bolsonaro ultrapassa os limites da crítica política, enquanto aliados do senador veem a ação como tentativa de censura.
A AGU, comandada por Jorge Messias, confirmou ter recebido o pedido formal de Lula e informou que está analisando as medidas judiciais cabíveis. Até o momento, não há prazo definido para o ajuizamento da ação.
O caso reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar e o uso das redes sociais por figuras públicas para ataques políticos — questão que tem sido cada vez mais recorrente na cena brasileira.
Foto: Arte/Metrópoles