O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou neste domingo sua agenda oficial na Alemanha, com chegada à cidade de Hannover, onde cumpre uma série de compromissos políticos e econômicos de grande relevância. Entre os principais encontros está uma reunião privada com o chanceler alemão Friedrich Merz, além de uma audiência com Martin Schulz, que lidera a Fundação Friedrich Ebert — entidade ligada à tradição da social-democracia no país europeu. A agenda inclui ainda uma recepção oficial no Palácio de Herrenhausen, com honras militares e registro institucional. Em seguida, o presidente participa da abertura da Feira Industrial de Hannover, considerada uma das maiores vitrines tecnológicas do mundo, onde o Brasil atua como país parceiro nesta edição. A programação do dia também prevê um jantar oficial com autoridades alemãs e representantes do setor empresarial, reforçando o diálogo econômico entre os dois países. Na segunda-feira, o foco será ainda mais voltado ao ambiente de negócios. O Brasil contará com um amplo espaço de exposição na feira, reunindo cerca de 140 empresas nacionais, além de centenas de outras representadas. Os temas abordados incluem transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial. O presidente também participa da abertura do Encontro Econômico Brasil–Alemanha e da sessão plenária da reunião intergovernamental de alto nível entre os dois países. A expectativa é de que cerca de dez acordos sejam firmados, abrangendo áreas estratégicas como inovação, energia, defesa, clima e tecnologia. A visita reforça a importância da Alemanha no cenário internacional, sendo a maior economia da Europa e uma das principais parceiras comerciais do Brasil. O intercâmbio entre os dois países movimenta bilhões de dólares e envolve investimentos significativos em diversos setores. Antes de chegar à Alemanha, Lula passou pela Barcelona, onde se reuniu com o primeiro-ministro Pedro Sánchez e participou de compromissos bilaterais voltados à cooperação em áreas estratégicas, incluindo minerais críticos. A agenda europeia evidencia a tentativa do Brasil de fortalecer sua presença internacional e ampliar parcerias em setores considerados fundamentais para o futuro da economia global. Foto: Ricardo StuckertRedação – Thiago Salles
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