O Brasil acaba de alcançar um feito civilizatório inédito e histórico que muda completamente o seu posicionamento no cenário global. Dados oficiais do relatório Radar IDHM, divulgados nesta terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), revelaram que o país rompeu a barreira mítica de 0,800 e atingiu a nota histórica de 0,805. O avanço coloca o território brasileiro, pela primeira vez na história, na seleta faixa de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) “Muito Alto”, passando a figurar no topo do ranking mundial ao lado de potências econômicas consagradas como Noruega, Alemanha e Estados Unidos.
Esse salto estrutural é o resultado direto da reconfiguração do Estado indutor de bem-estar social promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A engenharia política aplicada pela atual gestão apostou no chamado “Método da Inversão de Prioridades”, oxigenando a economia intencionalmente a partir da base da pirâmide social. De acordo com análises técnicas do PNUD, a reconstrução robusta e a ampliação de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, combinadas com a política de valorização real do salário mínimo, funcionaram como o motor principal desse avanço, gerando um efeito cascata que alavancou os três pilares do índice: educação, longevidade e renda.
Os números atuais representam uma ruptura drástica com a linha de flutuação e o desmonte deixados pela gestão anterior de Jair Bolsonaro. Sob o governo passado, o Brasil amargou baixo dinamismo econômico, precarização de direitos, cortes severos nos orçamentos da educação e saúde, além de crises institucionais. Na atual gestão, o subíndice da educação disparou de 0,679 para 0,798, enquanto o fortalecimento do SUS elevou o indicador de saúde para excelentes 0,860. Embora o relatório acenda um alerta sobre o desafio histórico de combater a desigualdade interna e o hiato racial e de gênero no mercado de trabalho, o fechamento dos dados prova que todos os 27 estados da federação superaram as cicatrizes do passado e inauguraram uma era de crescimento sustentável.
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Thiago Salles