Dado alarmante: milhões de brasileiros ainda não sabem que o câncer pode ser evitado.

Saúde e Bem Estar

Um levantamento divulgado nesta semana revelou um cenário preocupante sobre o conhecimento dos brasileiros em relação ao câncer. De acordo com a pesquisa, cerca de um em cada quatro cidadãos não sabe que a doença pode ser prevenida em diversos casos por meio da adoção de hábitos saudáveis e da redução da exposição a fatores de risco conhecidos.

O estudo ouviu milhares de pessoas em todas as regiões do país e avaliou a percepção da população sobre comportamentos associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. Entre os fatores analisados estão o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas, a prática de atividades físicas e os hábitos alimentares.

Embora o cigarro continue sendo amplamente reconhecido como um dos principais responsáveis pelo surgimento da doença, outros fatores de risco ainda são pouco compreendidos pela população. O sedentarismo, por exemplo, é frequentemente subestimado, apesar de estar relacionado ao aumento do risco para diversos tipos de câncer.

A pesquisa também identificou desconhecimento sobre fatores de proteção. Um dos exemplos apontados é a amamentação, que contribui para reduzir o risco de câncer de mama. Mesmo assim, uma parcela considerável dos entrevistados afirmou não conhecer essa informação.

Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi a diferença no nível de conhecimento entre as faixas de renda. Pessoas com menor poder aquisitivo demonstraram ter menos acesso a informações sobre prevenção e apresentaram menor adesão a estratégias voltadas para o controle de peso e melhoria da qualidade de vida.

Entre os jovens, os resultados também preocupam. O levantamento mostra que essa faixa etária apresenta maior resistência à mudança de hábitos alimentares e ao abandono do consumo frequente de alimentos ultraprocessados, considerados prejudiciais à saúde quando ingeridos em excesso.

O Instituto Nacional de Câncer alerta que o número de novos diagnósticos deverá continuar crescendo nos próximos anos, impulsionado principalmente pelo envelhecimento da população e pela manutenção de comportamentos considerados de risco. Diante desse cenário, especialistas defendem o fortalecimento de campanhas educativas e políticas públicas voltadas à promoção da saúde.

Para os pesquisadores, ampliar o acesso à informação e incentivar escolhas saudáveis são medidas fundamentais para reduzir a incidência da doença e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

Foto: Reprodução/Arquivo Saúde

Redação – Thiago Salles

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *