Povo nas ruas e pressão máxima: Mega Marcha Universitária paralisa a Argentina e ameaça derrubar decretos de Javier Milei.

Uma onda gigantesca de protestos tomou conta das principais cidades da Argentina na 5ª Marcha Federal Universitária. A mobilização reúne estudantes, centrais sindicais e movimentos sociais em uma reação histórica contra os severos cortes orçamentários impostos pelo governo de Javier Milei.

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Lula diz que plano fiscal de Flávio ameaça programas sociais; candidato do PL nega cortes em benefícios

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom contra as propostas econômicas de Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que um eventual governo do senador poderia promover cortes em programas sociais para realizar o ajuste fiscal prometido durante a campanha presidencial. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (8), em meio ao debate sobre uma proposta da equipe econômica de Flávio para reduzir despesas públicas em aproximadamente R$ 200 bilhões. Lula utilizou como exemplo o projeto de Orçamento para 2023 elaborado pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro em 2022. Segundo o petista, aquela proposta previa reduções expressivas em diferentes políticas públicas. Entre os números citados por Lula estavam cortes de 59% no Farmácia Popular, 50,7% no Mais Médicos, 45% em ações de prevenção e controle do câncer e 97% em recursos destinados à infraestrutura escolar. O presidente também mencionou reduções em verbas para prevenção de desastres, construção de cisternas, assistência social e habitação. Para Lula, esse histórico serviria de alerta diante da proposta atual de forte redução das despesas federais defendida por integrantes da campanha adversária. Flávio nega intenção de cortar benefícios Flávio Bolsonaro rejeitou as acusações e afirmou que não pretende realizar o ajuste fiscal às custas da população mais vulnerável. O candidato declarou que o Bolsa Família será preservado. “Bolsa Família é sagrado, ninguém toca”, afirmou. Flávio também negou que pretenda acabar com ganhos reais nas aposentadorias. Segundo o senador, um eventual governo sob seu comando manteria reajustes acima da inflação para aposentados do INSS. “Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, declarou. O candidato também classificou como falsa a afirmação de que pretende acabar com os reajustes das aposentadorias. Ajuste de aproximadamente R$ 200 bilhões ainda tem poucas definições Integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro defendem um forte ajuste das contas públicas. Uma das referências discutidas é uma economia equivalente a aproximadamente 1,5% do Produto Interno Bruto, valor próximo de R$ 200 bilhões. Outras discussões internas já mencionaram um ajuste de até 2% do PIB. Apesar dos valores apresentados, ainda existem poucas definições públicas sobre quais despesas seriam efetivamente reduzidas. Entre as medidas debatidas por assessores estão redução de estruturas administrativas, revisão de gastos públicos, combate a fraudes, mudanças nas despesas obrigatórias e alterações constitucionais. Integrantes da campanha afirmam que programas destinados às famílias de baixa renda devem ser preservados. Não existe, até o momento, uma proposta oficial de Flávio Bolsonaro determinando cortes específicos no Bolsa Família, Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida ou nos demais programas mencionados por Lula. Aposentadorias viraram centro da disputa Outro ponto de divergência envolve a Previdência e o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Integrantes da equipe econômica de Flávio chegaram a discutir mudanças na forma de crescimento de despesas vinculadas ao salário mínimo como maneira de reduzir o gasto público. O próprio candidato, porém, rejeitou publicamente a possibilidade de retirar ganhos reais das aposentadorias. Ele declarou que pretende conceder reajustes acima da inflação caso seja eleito. A promessa aumenta o desafio para a equipe econômica apresentar uma fórmula capaz de produzir uma economia de aproximadamente R$ 200 bilhões sem atingir grandes despesas obrigatórias. Saúde, educação, Previdência, assistência social e folha de pagamento representam parcela significativa do Orçamento federal. Lula usa Orçamento de Bolsonaro como comparação Durante a entrevista, Lula também afirmou que políticas de ajuste fiscal adotadas por governos conservadores costumam atingir principalmente a população de menor renda. Ele citou novamente a proposta orçamentária recebida quando retornou à Presidência em janeiro de 2023. Entre os exemplos mencionados estão reduções previstas para o Minha Casa Minha Vida, programas de cisternas no semiárido e o Sistema Único de Assistência Social. Lula lembrou ainda que os valores destinados à merenda escolar ficaram vários anos sem reajuste. O presidente argumentou que a redução da relação entre dívida pública e PIB não depende somente do corte de despesas. Para ele, o crescimento econômico é fundamental para melhorar os indicadores fiscais. “Só tem um jeito de fazer dívida reduzir com PIB: fazendo a economia crescer”, afirmou. Lula também destacou os resultados fiscais registrados durante seus dois primeiros mandatos e defendeu investimentos públicos em infraestrutura como instrumento para estimular a atividade econômica. Debate econômico ganha força no segundo turno A política fiscal se tornou um dos principais pontos de confronto entre as campanhas no segundo turno presidencial. Flávio Bolsonaro defende uma redução expressiva das despesas públicas, uma nova regra fiscal e medidas para conter o crescimento da dívida. Lula, por outro lado, afirma que pretende combinar responsabilidade fiscal com investimentos públicos e manutenção dos programas sociais. A divergência central está justamente em como promover o equilíbrio das contas. Enquanto a campanha de Flávio ainda trabalha no detalhamento das despesas que seriam atingidas pelo ajuste, Lula utiliza o histórico do governo Jair Bolsonaro para argumentar que programas sociais poderiam ficar sob pressão. Flávio rejeita essa interpretação e sustenta que pretende buscar economia principalmente por meio da redução de desperdícios, fraudes e excessos da máquina pública. Com isso, a dimensão e a origem dos cortes prometidos permanecem como uma das principais questões econômicas ainda sem detalhamento completo na disputa presidencial de 2026. Foto: Reprodução/YouTube –Redação – Thiago Salles

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Lula reage a plano de corte de R$ 200 bilhões de Flávio: “Quem vai pagar são os estudantes”

Lula afirmou que o ajuste fiscal de aproximadamente R$ 200 bilhões defendido pela campanha de Flávio Bolsonaro poderia atingir programas como Pé-de-Meia, bolsas da Capes, universidades e institutos federais. A campanha adversária, porém, afirma que pretende obter a economia com redução de desperdícios, privilégios e despesas da máquina pública, e não anunciou um corte específico de R$ 200 bilhões na Educação.

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O preço da segurança? População de El Salvador começa a sentir o peso das medidas de Bukele.

Apesar de o presidente Nayib Bukele manter forte aprovação por reduzir drasticamente a violência em El Salvador, parte da população demonstra preocupação com os impactos econômicos das medidas adotadas pelo governo. Demissões no setor público, aumento do custo de vida e ajustes fiscais têm gerado críticas de trabalhadores afetados pelas políticas implementadas após acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Meirelles dispara: gastos sociais e “jeitinhos fiscais” travam crescimento do Brasil.

O ex-ministro Henrique Meirelles defendeu reformas estruturais urgentes e criticou o aumento de gastos públicos e benefícios fiscais. Segundo ele, sem ajuste fiscal rigoroso, o país continuará enfrentando juros altos e crescimento limitado.

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