O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou ao centro das atenções ao demonstrar preocupação pública com sua permanência nos Estados Unidos. Em entrevista concedida ao SBT News, neste domingo (21), ele afirmou que pode enfrentar dificuldades migratórias após a perda do mandato parlamentar.
Com o fim do cargo, Eduardo terá de devolver o passaporte diplomático e, segundo ele próprio, não possui atualmente um passaporte comum válido. A situação, de acordo com o ex-parlamentar, poderia levá-lo a ficar em condição irregular no país governado por Donald Trump, abrindo margem até mesmo para uma eventual deportação.
Durante a entrevista, Eduardo declarou que já avalia “outros meios” para realizar viagens internacionais e citou, inclusive, a possibilidade de solicitar um chamado passaporte de apátrida — documento concedido a pessoas que não têm nacionalidade reconhecida por nenhum país. “Estou me precavendo. Sei como as coisas funcionam e não posso ficar impedido de sair ou circular”, afirmou.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também levantou suspeitas sobre a existência de uma suposta “ordem secreta” que impediria consulados e embaixadas brasileiras de emitirem um novo passaporte em seu nome. Segundo ele, a informação teria chegado por canais informais, mas até o momento não há confirmação oficial de qualquer determinação nesse sentido.
No desabafo, Eduardo voltou a direcionar críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, a quem acusa de perseguição política. Ele citou bloqueios de contas bancárias e afirmou que até recursos vinculados aos filhos teriam sido atingidos. “Já estou vacinado contra esse tipo de ação. Eles jogam pesado”, disse.
As declarações aumentaram a repercussão nas redes sociais e reforçaram o clima de tensão envolvendo o ex-deputado, que agora tenta reorganizar sua vida política e pessoal fora do Brasil, em meio a incertezas jurídicas e diplomáticas.
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Redação Brasil News