Reino Unido cria “geração proibida de fumar” e acende debate no Brasil.

Internacional

O Reino Unido deu um passo histórico no combate ao tabagismo ao aprovar uma lei que proíbe permanentemente a venda de cigarros para pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009. A proposta, já aprovada pelo Parlamento, aguarda apenas a sanção real para entrar em vigor e criar a primeira geração livre do fumo no país.

A iniciativa faz parte de um pacote mais amplo de combate ao tabaco e visa reduzir drasticamente o número de fumantes ao longo das próximas décadas. A estratégia também pretende aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde britânico, o NHS, já que o tabagismo está diretamente ligado a doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o cigarro é responsável por mais de sete milhões de mortes por ano no mundo, reforçando a necessidade de medidas mais rígidas.

Especialistas brasileiros avaliam que a decisão pode transformar o comportamento social em relação ao cigarro. Para médicos, impedir o acesso desde cedo tende a reduzir significativamente o número de novos dependentes de nicotina, tornando o hábito cada vez menos comum com o passar do tempo.

Além dos cigarros tradicionais, a nova legislação também mira os dispositivos eletrônicos, como os vapes, bastante populares entre jovens. A proposta prevê restrições mais duras para impedir o acesso de menores de idade a produtos com nicotina.

Outro ponto importante da lei é o aumento progressivo da idade mínima para compra de tabaco, elevando o limite em um ano a cada ano — uma estratégia que, na prática, elimina gradualmente o consumo entre as novas gerações.

No Brasil, especialistas reconhecem avanços importantes no combate ao tabagismo, como campanhas educativas e restrições à publicidade. No entanto, avaliam que uma medida semelhante enfrentaria obstáculos, como o mercado ilegal de cigarros e dificuldades na fiscalização.

Apesar dos desafios, médicos defendem que políticas combinadas — incluindo educação, conscientização e incentivo à cessação do tabagismo — poderiam acelerar ainda mais a redução de fumantes no país.

Foto: Reprodução/Parlamento Britânico
Redação – Thiago Salles

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