Entre os clássicos menos lembrados do Super Nintendo Entertainment System, um título chama atenção até hoje por sua proposta inovadora: Robotrek. Desenvolvido pela Quintet e publicado pela Enix, o game trouxe ideias à frente do seu tempo dentro do gênero RPG.

A história se passa em um mundo fictício onde um jovem inventor precisa proteger as criações de seu pai de um grupo criminoso. Apesar de seguir uma narrativa clássica, o grande diferencial do jogo está na mecânica de construção.
Durante a aventura, o jogador pode criar e personalizar robôs que serão utilizados nas batalhas. Além disso, é possível combinar itens para desenvolver novas armas e ferramentas, muitas delas essenciais para avançar no jogo e resolver desafios.

O sistema de combate segue o estilo tradicional por turnos, mas com um toque estratégico: o posicionamento dos robôs influencia diretamente no dano causado, incentivando o jogador a pensar além dos ataques básicos.
Outro destaque é o nível de personalização. Os robôs podem ter seus atributos ajustados livremente, permitindo diferentes estilos de jogo. Para a época, esse tipo de liberdade era raro e ajudou a dar identidade própria ao título.
Mesmo com algumas limitações, como repetição nos combates ao longo da campanha, Robotrek é lembrado como uma experiência criativa e diferenciada dentro do catálogo da Enix nos anos 90.
Hoje, o jogo é visto como uma curiosidade do gênero e um exemplo de como ideias inovadoras já estavam presentes nos RPGs clássicos.

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Redação – Thiago Salles