Começa a valer em todo o país o novo salário mínimo de R$ 1.621, reajustado em 6,79% em relação ao piso anterior. O aumento considera a inflação acumulada pelo INPC em 12 meses até novembro e um ganho real limitado pelas regras do arcabouço fiscal adotado pelo governo federal.
Na prática, o valor ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do PIB de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto fiscal, o salário mínimo poderia ter chegado a R$ 1.636 em 2026.
A política de valorização do piso foi retomada no governo Luiz Inácio Lula da Silva, prevendo correção pela inflação somada ao crescimento econômico. Em 2024, a inflação medida pelo IBGE ficou em 4,18%, enquanto o PIB cresceu 3,4%. No entanto, pelas regras atuais, o ganho real foi limitado a 2,5% para conter o avanço das despesas obrigatórias.
O novo valor do salário mínimo serve como referência direta para milhões de brasileiros. Benefícios pagos pelo piso, como aposentadorias, pensões e auxílios do INSS, passam automaticamente para R$ 1.621. O mesmo vale para o BPC, seguro-desemprego, abono do PIS/Pasep e diversos limites legais e judiciais.
Segundo estimativas do Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. Caso a regra anterior estivesse em vigor, o impacto seria ainda maior, ultrapassando R$ 93 bilhões.
Apesar do aumento, especialistas apontam que o novo piso ainda enfrenta o desafio do alto custo de vida, especialmente para famílias de baixa renda. O reajuste entra em vigor imediatamente, mas os pagamentos com o novo valor começam a ser feitos ao longo do mês, conforme os calendários de cada benefício.

Foto: Divulgação / Governo Federal
Redação Brasil News