O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 vem se tornando símbolo não apenas de avaliação estudantil, mas também de transformação social. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a participação de pessoas com 60 anos ou mais cresceu 191% em três anos, passando de 5.900 para 17.192 inscritos.
O crescimento expressivo evidencia uma tendência de inclusão educacional e valorização do aprendizado ao longo da vida. Segundo o Inep, o aumento de candidatos da chamada “melhor idade” está relacionado à busca por novos desafios, ao desejo de ingressar na universidade e, em muitos casos, ao sonho de concluir uma etapa de estudos deixada para trás.
Os estados com maior número de participantes idosos são Rio de Janeiro (3.087 inscritos), São Paulo (2.367) e Minas Gerais (1.997). Para o órgão, o fenômeno reflete uma mudança cultural no país: cada vez mais pessoas da terceira idade veem a educação como um espaço de convivência, autonomia e realização pessoal.
As provas do Enem acontecem em dois domingos consecutivos — 9 e 16 de novembro — em todo o Brasil, com exceção de Belém, Ananindeua e Marituba (PA), onde o exame foi adiado por causa da COP-30, e em Rio Bonito do Iguaçu (PR), município afetado por um tornado na última semana.
Ao longo de mais de 20 anos, o Enem consolidou-se como a principal porta de entrada para o ensino superior no país. Suas notas são aceitas tanto em universidades públicas e privadas brasileiras quanto em instituições internacionais, especialmente universidades portuguesas conveniadas ao Inep.
O ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente do Inep, Manuel Palacios, participam de uma coletiva em Brasília, às 19h30 deste domingo (9), para apresentar um balanço preliminar do primeiro dia de aplicação das provas.
📸 Foto: Marcelo Ferreira / CB / D.A. Press