Justiça mantém Rogério Andrade em presídio federal de segurança máxima fora do Rio.

Brasil

A Justiça decidiu que o contraventor Rogério de Andrade continuará detido no presídio federal de segurança máxima localizado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A decisão atende a um pedido apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, e confirma a permanência do acusado fora do sistema prisional fluminense.

O novo enquadramento no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com validade de um ano, foi autorizado no final de setembro de 2025 pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e, posteriormente, confirmado por magistrada da Justiça Federal responsável pela fiscalização da unidade prisional.

De acordo com a denúncia, Rogério Andrade e Flávio da Silva Santos, conhecido como “Flávio da Mocidade”, seriam os principais responsáveis por uma rede criminosa que atua na exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro. As investigações apontam que o grupo também estaria envolvido em disputas violentas com facções rivais e em um esquema contínuo de corrupção de agentes das polícias Civil e Militar.

Rogério foi preso inicialmente em outubro de 2024, acusado de envolvimento no assassinato de Fernando de Miranda Iggnacio, executado a tiros no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, após retornar de helicóptero de uma viagem a Angra dos Reis.

Em parecer enviado ao Tribunal de Justiça, a Vara Especializada destacou que pesam contra Rogério diversos crimes graves e que ele é tratado pelas autoridades como uma das principais lideranças de organização criminosa em atividade no estado, o que justifica sua permanência em regime de segurança máxima.

No início deste mês, uma decisão da 8ª Câmara Criminal havia determinado a revogação temporária do RDD, autorizando seu retorno ao sistema penitenciário do Rio. O entendimento era de que a permanência no sistema federal deveria ocorrer apenas em situações excepcionais. No entanto, com a nova decisão da Vara Especializada, a transferência foi barrada e Rogério seguirá custodiado no presídio federal de Campo Grande.

Foto: Fabíola de Andrade

Redação Brasil News

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