O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (29) que não existiu qualquer diálogo institucional entre o Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente da autoridade monetária.
A declaração foi feita no contexto do chamado Caso Master, que resultou na abertura de uma auditoria interna no Banco Central para investigar possíveis falhas no processo de fiscalização do Banco Master antes de sua liquidação extrajudicial. Segundo Haddad, a ausência de comunicação entre as duas instituições marcou todo o período da gestão Campos Neto.
O procedimento interno foi instaurado em novembro do ano passado, mas só se tornou público recentemente, uma vez que tramita sob sigilo dentro do Banco Central. As informações sobre o caso foram inicialmente divulgadas pelo portal G1.
Haddad destacou que Campos Neto foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e que, durante todo esse período, não houve interlocução técnica ou institucional com a equipe econômica do governo federal. Segundo o ministro, esse cenário começou a mudar apenas com a posse do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
De acordo com Haddad, a retomada do diálogo entre Fazenda e Banco Central é essencial para aprimorar a coordenação da política econômica e evitar falhas regulatórias como as que agora estão sendo apuradas no Caso Master. O ministro reforçou que a autonomia do BC não pode ser confundida com isolamento institucional.
A auditoria interna segue em andamento, e o Banco Central ainda não divulgou detalhes sobre eventuais responsabilidades ou medidas corretivas relacionadas ao processo de fiscalização da instituição financeira investigada.
Foto: Reprodução / Banco Central
Redação Brasil News