Salário curto? Ranking revela os países mais caros para morar em 2025 e posição do Brasil impressiona.

Economia

Aluguel nas alturas, contas de energia que não param de subir e o carrinho de supermercado cada vez mais vazio. Esse cenário, que parece exclusivo do brasileiro, é uma tendência mundial, mas com nuances que chocam ao serem comparadas. A base de dados Numbeo acaba de liberar o ranking dos países mais caros para se viver em 2025, e os dados servem como um balde de água fria para quem planeja mudar de país em busca de alívio financeiro.

A lista, liderada por nações como Suíça, Noruega e Singapura, leva em conta o custo de vida absoluto. No entanto, o que realmente “choca” na posição do Brasil não é o preço das mercadorias em dólares, mas a relação entre o custo de bens básicos e o salário mínimo local. Enquanto em países do topo da lista os salários são compatíveis com os altos preços, no Brasil a inflação de serviços e alimentos consome a maior parte da renda média antes mesmo do fim do mês.

O levantamento aponta que o Brasil subiu degraus preocupantes em categorias como “Custo de Habitação” e “Poder de Compra Local”. Para o brasileiro médio, morar em grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro já exige um esforço financeiro proporcionalmente maior do que viver em algumas capitais europeias de médio porte.

A ideia de que o Brasil é um “país barato” caiu por terra. Com a desvalorização cambial e o aumento sistemático dos serviços, o país se consolidou como um destino onde o salário “dura menos”. O ranking de 2025 é um alerta para governos e cidadãos: o custo de sobrevivência está atingindo níveis críticos, transformando o básico em artigo de luxo para milhões de pessoas.

Foto: Getty Images/Reprodução

Redação – Thiago Salles

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