Frente fria avança e coloca vários estados em alerta para temporais, ventania e queda de granizo.

Brasil

Uma mudança nas condições climáticas deve impactar grande parte do Centro-Sul do Brasil nos próximos dias. A formação de uma frente fria associada a áreas de baixa pressão atmosférica promete aumentar a instabilidade e elevar o risco de temporais em diversos estados.

Os primeiros efeitos já começam a ser observados no Rio Grande do Sul, onde há previsão de chuvas moderadas a fortes acompanhadas por rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo em pontos isolados. O sistema deve avançar gradualmente para Santa Catarina e Paraná, atingindo posteriormente áreas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Ao longo da semana, a instabilidade também deve alcançar estados do Sudeste. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem entre as regiões com maior potencial para volumes expressivos de chuva. Em algumas localidades, não estão descartados temporais localizados com fortes rajadas de vento.

No estado de São Paulo, cidades do interior devem registrar o retorno das chuvas, especialmente em regiões como Campinas, Sorocaba, Bauru, Marília e Presidente Prudente. Em Minas Gerais, a previsão inclui áreas do Triângulo Mineiro, Sul de Minas e a capital Belo Horizonte. Já no Rio de Janeiro, a expectativa é de chuva tanto na capital quanto em municípios da Região Serrana.

Outro destaque da previsão é a chegada de uma massa de ar frio na retaguarda do sistema. O fenômeno deve provocar queda nas temperaturas em áreas do Sul e do Sudeste, aumentando as chances de geadas isoladas em regiões serranas e de maior altitude.

Além das chuvas, o litoral também deve sentir os efeitos da mudança no tempo. A previsão indica aumento da intensidade dos ventos entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro, com possibilidade de mar agitado e episódios de ressaca, principalmente na costa gaúcha, onde as ondas podem atingir até três metros de altura.

Meteorologistas recomendam atenção especial para áreas sujeitas a alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica durante os períodos de maior intensidade das tempestades.

Foto: Daniel Teixeira / Estadão

Redação – Thiago Salles

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