EUA sancionam dois brasileiros por suspeita de ligação com o PCC e ampliam ofensiva contra facção.

Internacional

O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções econômicas contra pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos estão os brasileiros Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além de três empresas sediadas no Brasil e uma companhia localizada em Portugal.

De acordo com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, as medidas foram adotadas após investigações que apontam a existência de uma suposta rede internacional de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa brasileira.

Segundo as autoridades norte-americanas, Victor Shimada seria um dos principais operadores financeiros da organização, atuando na movimentação de recursos provenientes de atividades ilícitas. O governo americano afirma que ele teria participado da lavagem de mais de US$ 30 milhões por meio de operações envolvendo criptomoedas e empresas utilizadas para ocultar a origem dos valores.

As acusações também indicam que Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira teria prestado apoio logístico às operações financeiras investigadas, realizando atividades relacionadas ao transporte e organização de recursos movimentados pela suposta rede.

No Brasil, Victor Shimada também aparece em investigações ligadas ao caso VaideBet, que apura supostas irregularidades envolvendo recursos do contrato de patrocínio firmado com o Corinthians. O Ministério Público o denunciou por lavagem de dinheiro nesse processo. As investigações brasileiras, no entanto, não afirmam que ele seja integrante do PCC, mas apontam sua presença em movimentações financeiras analisadas pelas autoridades.

Segundo o comunicado americano, a decisão representa a primeira aplicação de sanções contra cidadãos brasileiros após os Estados Unidos classificarem, em junho, o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.

As sanções determinam o bloqueio de bens e ativos eventualmente existentes sob jurisdição norte-americana, além de restringirem transações financeiras envolvendo os investigados e as empresas incluídas na lista do Departamento do Tesouro.

O governo dos Estados Unidos afirma que a medida faz parte da estratégia para impedir que organizações criminosas utilizem o sistema financeiro internacional para movimentar recursos provenientes de atividades ilegais.

Até o momento, não houve manifestação pública dos investigados sobre as acusações divulgadas pelas autoridades americanas.

Foto: Reprodução

Redação – Thiago Salles

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