Entrou em vigor nesta quarta-feira (4) a nova tarifa de 50% sobre a importação de aço e alumínio pelos Estados Unidos. A medida foi determinada pelo ex-presidente Donald Trump, que justificou a decisão como uma forma de proteger a indústria nacional. A mudança representa um aumento expressivo em relação aos 25% anteriores e afeta diretamente o Brasil, um dos maiores exportadores de produtos siderúrgicos para o mercado americano.
Somente em 2024, o Brasil foi responsável por quase 15% das importações norte-americanas de aço e ferro, ocupando a segunda posição no ranking de fornecedores, atrás apenas do Canadá. O impacto para o setor siderúrgico brasileiro é significativo, uma vez que os EUA respondem por quase metade de todas as exportações nacionais desses insumos.
As novas regras isentam o Reino Unido, com quem os Estados Unidos assinaram recentemente um acordo comercial, mas não incluem o Brasil. Ao comentar o decreto em suas redes sociais, Trump afirmou que a medida fortalecerá ainda mais a indústria local e classificou o aumento das tarifas como uma “grande vitória para os trabalhadores americanos”.
Diante do cenário, o governo brasileiro, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, liderado por Geraldo Alckmin, reforçou a importância do diálogo para resolver disputas comerciais e evitar medidas retaliatórias. O presidente Lula também defendeu a diplomacia, mas admitiu que o Brasil poderá levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC), caso o entendimento bilateral não avance.
Em 2024, as exportações brasileiras de aço e ferro para os Estados Unidos somaram mais de US$ 4,6 bilhões. Com a nova tarifa, o receio é que parte dessas vendas se torne inviável economicamente, comprometendo a balança comercial do setor e ameaçando empregos na cadeia produtiva.