Os Donald Trump renovaram nos últimos dias um discurso que coloca a Groenlândia no centro das atenções geopolíticas internacionais, em um contexto pós-operação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Segundo declarações do mandatário e de membros de sua administração, os EUA estão avaliando com seriedade formas de “adquirir” a Groenlândia para reforçar a segurança nacional e evitar que potências como Rússia ou China ganhem influência no Ártico. Trump chegou a afirmar que o país simplesmente obterá o controle “de uma forma ou de outra”, sugerindo que opções diplomáticas seriam preferidas, mas sem descartar meios mais duros se necessário.
A posição americana, que ganhou repercussão global, provocou reação firme de líderes europeus. O governo da NATO e autoridades de países como Dinamarca e Itália enfatizaram o respeito à soberania territorial e alertaram que qualquer tentativa de mudança pela força poderia até comprometer a coesão do bloco de defesa transatlântico.
Autoridades em Nuuk, capital da Groenlândia, reiteraram que a ilha — rica em recursos minerais e posicionada estrategicamente entre América do Norte e Europa — não está à venda e que questões de soberania seriam decididas apenas com o consentimento de seu povo.
O interesse renovado dos EUA no território — que inclui a já existente presença militar americana por meio de bases como a Space Force em Pituffik — está inserido em uma disputa mais ampla pelo Ártico, onde rotas comerciais, vigilância estratégica e reservas de minerais críticos tornam a região cada vez mais valiosa.
Especialistas veem a retórica americana como um teste aos limites das normas internacionais e um grande desafio para alianças tradicionais, sobretudo se ameaças mais diretas continuarem sendo mencionadas por Washington.
Foto: Jens Nørgaard Larsen / The Daily Digest
Redação Brasil News