EUA anunciarão inclusão de cartel ligado a Maduro na lista de organizações terroristas, diz Marco Rubio.

Internacional

Os Estados Unidos estão prestes a ampliar sua lista de organizações consideradas terroristas. Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o governo pretende enquadrar o Cartel de los Soles como uma organização terrorista estrangeira. Washington afirma que o grupo seria liderado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro e por integrantes de alto escalão do governo da Venezuela.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, concede entrevista coletiva no Centro de Monitoramento Cívico-Militar montado no sul de Israel para monitorar acordo em Gaza — Foto: Fadel Senna/AFP

Em comunicado divulgado neste domingo, Rubio classificou o cartel como responsável por fomentar violência em vários países do continente e por abastecer com drogas tanto os Estados Unidos quanto mercados europeus. Segundo ele, a suposta atuação do grupo se equipara às ações de outras organizações já rotuladas como terroristas, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa.

A decisão ocorre em um momento de forte tensão regional, motivado pela ampliação das operações militares americanas no Caribe. Washington sustenta que a mobilização tem como objetivo bloquear rotas de tráfico de drogas. O governo venezuelano, porém, acusa os Estados Unidos de utilizarem essa presença militar como pretexto para tentar desestabilizar o presidente Maduro.

Rubio reforçou, durante declaração à imprensa, que o Cartel de los Soles seria operado diretamente por Maduro e figuras-chave das Forças Armadas, dos serviços de inteligência e do sistema judiciário venezuelano. O secretário afirmou ainda que os EUA não reconhecem Maduro como autoridade legítima no país.

Para Rubio, o governo americano continuará empregando todos os mecanismos legais e diplomáticos disponíveis para cortar recursos financeiros dos grupos que considera “narcoterroristas” e proteger a segurança nacional dos Estados Unidos.

Desde o início das operações militares americanas na região, forças dos EUA já mataram ao menos 83 pessoas acusadas de envolvimento com tráfico de drogas em águas internacionais. Especialistas consultados pela AFP alertam, no entanto, que muitas dessas ações podem se enquadrar como execuções extrajudiciais, já que Washington não apresenta evidências públicas que comprovem o envolvimento das vítimas com o crime organizado.

A medida promete intensificar ainda mais a disputa política entre Caracas e Washington, que vivem anos de relações diplomáticas estremecidas.


Foto: Fadel Senna / AFP
Redação Brasil News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *