EUA acusam Brasil de liderar rota secreta para China ‘driblar’ supertarifas em Washington.

Internacional

A Casa Branca voltou a acender o alerta vermelho das relações internacionais ao divulgar publicamente um relatório explosivo sob o título “O Grande Esquema do Transbordo”. No documento, Washington acusa diretamente o Brasil e cerca de 40 nações de operarem como pontes de facilitação para que a China burle as pesadas alíquotas de importação aplicadas pelos Estados Unidos — hoje fixadas em 50%, além das taxas setoriais específicas.

Na classificação elaborada pelo governo norte-americano, o Brasil foi inserido no preocupante “Nível 2”, rotulado como uma área de “Integração Econômica Significativa” com o regime chinês. De acordo com os analistas de Washington, o território brasileiro passou a figurar como um dos principais “Corredores Latino-Americanos” para o redirecionamento de cargas asiáticas. O relatório detalha que produtos fabricados na China ingressam em entrepostos aduaneiros e polos industriais brasileiros, onde passam por processos superficiais de montagem, alteração de embalagem ou simples troca de documentação para “simular uma transformação nacional” e ocultar a real origem chinesa antes de seguirem rumo aos portos americanos.

O assessor econômico do governo norte-americano, Peter Navarro, classificou a manobra como uma lavagem deliberada de exportações chinesas que impacta negativamente o Produto Interno Bruto (PIB) e a arrecadação dos EUA. Segundo estimativas de instituições bancárias citadas no dossiê, a prática ilícita gera prejuízos mundiais e fiscais que oscilam entre US$ 40 bilhões e até US$ 300 bilhões anuais. Comentando a situação, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, assegurou que a administração Donald Trump não tolerará a eclosão dessa maquiagem comercial e aplicará sanções rigorosas sobre as mercadorias envolvidas.

A inclusão do Brasil na lista amplia a pressão diplomática sobre Brasília, que passa a figurar ao lado de nações como Turquia, Vietnã, Tailândia e Indonésia em uma rota monitorada de perto por inteligência artificial e agências alfandegárias de Washington.

Foto: Divulgação/Casa Branca

Redação – Thiago Salles

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