Dor no joelho não é normal: Dr. Ivo Zulian reforça importância do diagnóstico precoce e tratamento humanizado

Saúde e Bem Estar

Sentir dor não é algo que deva ser considerado normal, especialmente quando limita atividades rotineiras como caminhar ou subir escadas. Especializado em cirurgia do joelho, Dr. Ivo Zulian Neto atua com foco no diagnóstico precoce, na reabilitação funcional e na prevenção de complicações mais graves relacionadas às articulações. A abordagem clínica que propõe combina precisão técnica com escuta atenta e comprometimento ético.

Natural de São Paulo e filho de médica, Dr. Ivo conta que a escolha pela medicina surgiu cedo. “Minha mãe é ginecologista e obstetra. Sempre acompanhei sua rotina e decidi cedo que queria seguir esse caminho”, relembra. A decisão pela ortopedia, no entanto, surgiu durante a graduação em Medicina, após acompanhar uma artroscopia de joelho. “Foi uma coincidência que mudou minha trajetória. A cirurgia me impressionou pela técnica e resultados. A partir dali, me apaixonei pela especialidade”, comenta.

Atualmente, o ortopedista divide sua rotina entre os consultórios na Avenida Angélica (Consolação) e na Rua Vilela (Tatuapé), além de realizar atendimentos e cirurgias em instituições como Hospital São Luís da Rede D’Or, São Camilo, Oswaldo Cruz, Hospital Paulistano, Metropolitano e unidades da Amil. “Cada paciente tem uma necessidade específica. Atuar em diferentes frentes me permite oferecer mais opções e individualizar as condutas conforme a cobertura do plano e a estrutura adequada”, explica.

Para além da técnica, Dr. Ivo reforça a importância da escuta e da empatia no relacionamento com os pacientes. “Preciso entender a história do paciente, saber quais foram suas dificuldades anteriores, quais tratamentos já tentou. Muitas vezes, recebo pessoas desacreditadas, que ouviram que jamais poderiam voltar a se movimentar normalmente. Meu papel é mostrar que é possível sim, desde que o tratamento seja adequado e acompanhado”, afirma.

Dor não deve ser negligenciada

Entre as queixas mais comuns que chegam ao consultório, está a dor crônica no joelho, muitas vezes banalizada pelos próprios pacientes. “A dor é um sinal claro do organismo de que algo está errado. Muitas pessoas tentam tratar apenas com medicamentos, mas, em ortopedia, isso não resolve o problema real, apenas mascara o sintoma”, alerta.

Segundo o especialista, um dos erros mais frequentes é adiar a busca por diagnóstico. “Na maioria das vezes, a artrose no joelho está relacionada ao estilo de vida. Obesidade, falta de fortalecimento muscular e sedentarismo são fatores determinantes”, pontua. Embora a predisposição genética exista, ele ressalta que “hábitos saudáveis fazem toda a diferença na prevenção da doença”.

Tratamento especializado e recuperação

Nos casos em que a dor já compromete a mobilidade, Dr. Ivo recorre a técnicas modernas como a artroscopia, as infiltrações intra-articulares com ácido hialurônico e o PRP (plasma rico em plaquetas), quando autorizado. “Essas técnicas têm resultados impressionantes no alívio da dor e recuperação funcional dos pacientes”, afirma.

A artroscopia, cirurgia minimamente invasiva, é usada para tratar lesões meniscais, ligamentares e condrais. “Inserimos uma câmera na articulação e realizamos a correção com incisões pequenas, o que resulta em menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida”, explica.

Já as infiltrações com ácido hialurônico têm papel importante no controle da dor e lubrificação articular, sobretudo em fases iniciais da artrose. “Quando aplicadas precocemente, combinadas com o fortalecimento muscular, podem oferecer alívio prolongado e evitar ou adiar a cirurgia”, relata. Segundo ele, há casos de pacientes que permaneceram estáveis por até 20 anos após o procedimento inicial.

Em quadros avançados, a indicação pode ser a prótese total de joelho. “A prótese é uma ferramenta importante para tratar dor e devolver funcionalidade quando o tratamento conservador não surte efeito”, esclarece. O tempo médio de durabilidade gira em torno de 20 anos, podendo variar de acordo com o estilo de vida e a sobrecarga imposta à articulação. “Já acompanhei pacientes com 40 anos de prótese funcionando bem. A manutenção depende da demanda funcional e do cuidado com o corpo”, pontua.

Abordagem da dor e adesão ao tratamento

Outro ponto de destaque na atuação do ortopedista está na condução de pacientes com dor crônica e dificuldade de adesão à fisioterapia. “Lançamos mão de bloqueios anestésicos e terapias de onda de choque para reduzir a percepção da dor. Isso permite que o paciente consiga participar da fisioterapia e iniciar a reabilitação com menos sofrimento”, afirma.

Esses procedimentos, segundo ele, não têm caráter curativo, mas são ferramentas importantes para facilitar a adesão ao tratamento de base. “Nosso foco é restaurar a função, e muitas vezes precisamos aliviar a dor primeiro para permitir que o paciente consiga evoluir nos exercícios”, completa.

A importância da prevenção e da informação

A musculação, o pilates e outros exercícios de fortalecimento são apontados como fundamentais para a saúde articular, mesmo para pessoas sem sintomas. “Ter uma musculatura forte e saudável protege as articulações. Não precisa virar atleta, mas não pode negligenciar o corpo”, orienta. A obesidade, por sua vez, é tratada com a devida seriedade. “É um fator crítico de sobrecarga para os joelhos, acelerando processos degenerativos. Precisamos falar sobre isso de forma clara, sem receios ou estigmas”, diz.

Dr. Ivo também alerta sobre o uso inadequado dos serviços de urgência. “Muitas pessoas recorrem ao pronto-socorro para dores persistentes. Mas esse não é o local indicado para esse tipo de acompanhamento. O ideal é buscar um profissional especializado que possa oferecer diagnóstico e seguimento adequados”, orienta.

A informação é uma das principais aliadas no processo de prevenção. Por isso, o médico mantém presença ativa nas redes sociais, onde compartilha conteúdo educativo com linguagem acessível. “Um mito comum é o de que quem tem lesões não pode mais se exercitar. Pelo contrário, exercício orientado é essencial para a recuperação e prevenção de novas dores”, destaca.

Perspectivas futuras

Para o futuro, Dr. Ivo acompanha com atenção os avanços tecnológicos da área. Entre eles, destaca a cirurgia robótica como uma realidade cada vez mais presente, além de terapias regenerativas com células-tronco e PRP. “Essas tecnologias têm grande potencial para tornar os procedimentos mais precisos e seguros”, comenta.

Apesar do avanço tecnológico, ele defende o protagonismo da relação médico-paciente. “Nada substitui o contato direto, o exame físico cuidadoso e uma abordagem humanizada”, afirma.

“Nunca ignore uma dor persistente. Procure um especialista, faça um diagnóstico precoce e cuide-se adequadamente. Saúde é movimento, e movimento é qualidade de vida.”

Instagram: @dr.ivozneto
Site: http://drivozulian.com.br

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