Dia de tensão nos mercados! Empate técnico no 2º turno entre Flávio e Lula e inflação dos EUA colocam o Ibovespa sob forte pressão.

Economia

A temperatura nos bastidores da B3 subiu após a divulgação de levantamentos eleitorais que confirmaram a indefinição na corrida ao Palácio do Planalto a poucos dias da votação do segundo turno. A indefinição quanto às diretrizes fiscais e econômicas que serão adotadas a partir de 2027 disparou o alerta entre analistas de investimentos. Para elevar ainda mais a ansiedade dos operadores, uma nova pesquisa Quaest será divulgada às 18h, logo após o fechamento da Bolsa, prometendo ditar o ritmo de abertura do mercado no próximo pregão.

No cenário doméstico, a atenção se volta também para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) pelo IBGE, além das revisões trazidas pelo mais recente Boletim Focus do Banco Central, que elevou pela quarta semana consecutiva a projeção da inflação brasileira para 2026, projetando o IPCA em 5,22%. A disparada nas estimativas inflacionárias e a alta do dólar para a casa dos R$ 5,02 fecharam o cerco contra a renda variável.

Paralelamente, os olhares globais se voltaram para Washington. O resultado do CPI americano veio como divisor de águas para balizar o futuro das taxas de juros do Federal Reserve (Fed). A leitura da inflação internacional e a divulgação do Livro Bege do Fed drenam o apetite por risco e pressionam os mercados emergentes, afetando diretamente papéis de gigantes exportadoras como a Vale na Bolsa brasileira.

Analistas de mercado reforçam que a combinação entre dados econômicos globais e a incerteza política local deve manter o dólar em ritmo de estresse e o Ibovespa exposto a fortes oscilações até a definição das urnas na votação decisiva de outubro.

Foto: Adobe Stock / Divulgação | Redação – Thiago Salles

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