De acordo com o depoimento prestado por Cristian Cravinhos, o arrependimento em relação ao homicídio do casal Richthofen ocorreu de forma imediata. Ele relatou que, dois dias após o crime, comprou um buquê de flores e foi ao encontro de Suzane acreditando que a encontraria abalada emocionalmente. Contudo, segundo Cristian, a reação da jovem na época surpreendeu e demonstrou frieza diante do ocorrido.
“Depois de dois dias do crime, eu comprei um buquê de rosas brancas pra ela, pra pedir perdão, porque achei que ela ia estar destruída. E o que ela falou pra mim? ‘Cara, você tá maluco? Não tem que pedir perdão de porra nenhuma, você me deu uma nova vida’. Essa é a Suzane”, afirmou Cristian durante a entrevista.
Para sustentar sua visão sobre a ex-cunhada, Cristian citou as avaliações psiquiátricas e psicológicas realizadas nas unidades prisionais paulistas quando Suzane pleiteava a progressão de regime prisional. Segundo ele, os laudos técnicos elaborados por especialistas do sistema penitenciário descrevem a condenada como uma pessoa dissimulada, articuladora e com traços de psicopatia. Ele ressaltou que não manteve nenhum tipo de contato ou diálogo com Suzane desde a realização do julgamento no Tribunal do Júri, ocorrido no ano de 2006.
Além dos relatos sobre a convivência e o pós-crime, Cristian anunciou que pretende lançar uma obra autobiográfica para detalhar os acontecimentos sob a ótica dos autos processuais. Segundo o condenado, o material já está concluído, teve sua produção finalizada na Holanda e a publicação está prevista para ocorrer após o período eleitoral. Cristian enfatizou que o livro não busca criar versões inéditas, mas sim compilar os fatos, laudos e depoimentos oficiais integrados ao processo judicial.
Ao avaliar a resposta das autoridades frente ao crime de grande repercussão nacional, Cristian reconheceu a gravidade dos atos praticados junto de seu irmão, Daniel Cravinhos, e de Suzane. Ele cumpriu pena fixada em mais de 38 anos de reclusão e concluiu a entrevista declarando que a rigidez do Poder Judiciário na aplicação das penas foi proporcional à barbaridade do homicídio do casal.

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