A Polícia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido nacionalmente como Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pela 8ª Vara Criminal de Goiânia, em Goiás. Segundo as investigações, Cachoeira é alvo de um processo relacionado aos crimes de calúnia, difamação e injúria contra o delegado Francisco Lipari, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
O processo corre sob segredo de Justiça. Até o momento, a defesa de Carlinhos Cachoeira informou que não irá se manifestar sobre a prisão.
De acordo com informações divulgadas pela TV Anhanguera, o contraventor teria realizado publicações nas redes sociais ao longo de 2024 contendo informações sigilosas e ataques direcionados ao delegado responsável pelas investigações.
O nome de Carlinhos Cachoeira ficou conhecido nacionalmente após a Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal em 2012. A investigação revelou um esquema de exploração de jogos ilegais, corrupção e influência política envolvendo empresários, agentes públicos e autoridades.
Na época, interceptações telefônicas mostraram contatos frequentes entre Cachoeira e políticos influentes, incluindo o então senador Demóstenes Torres. O caso teve enorme repercussão política e levou à criação da CPMI do Cachoeira no Congresso Nacional.
Antes disso, o contraventor já havia aparecido em outro escândalo político de grande repercussão nacional em 2004, envolvendo o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz.
Ao longo dos anos, Carlinhos Cachoeira acumulou condenações relacionadas a corrupção, formação de quadrilha e exploração de jogos ilegais. Somadas, as penas ultrapassaram décadas de prisão, embora parte dos processos tenha sido respondida em liberdade após recursos judiciais.
A nova prisão reacende a atenção sobre um dos personagens mais conhecidos dos bastidores políticos e policiais do país.
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Redação – Thiago Salles