Orla do Lago Titicaca, em Copacabana, na Bolívia (imagem ilustrativa, foto de arquivo, 2019). Foto: Qhanaaru (CC0), via Wikimedia Commons
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou estado de emergência nacional por causa das secas e inundações associadas ao super El Niño, segundo a Agência Brasil, em texto da Agência Lusa publicado neste domingo, 1º de novembro. O anúncio foi feito em 31 de outubro.
A medida deve liberar mais recursos econômicos e equipes de socorro para as regiões mais atingidas. Paz pediu a cooperação de todas as instituições para enfrentar o fenômeno e afirmou que ele deve causar fortes impactos, com períodos de seca e de inundações.
De acordo com o último relatório do Ministério da Defesa Civil boliviano, a estiagem afeta cerca de 78 mil famílias em seis dos nove departamentos do país. Mais de 75 mil cabeças de gado já foram perdidas.
A Organização das Nações Unidas alertou que o El Niño deste ano pode atingir uma intensidade inédita, superando as escalas usadas no monitoramento do fenômeno nas últimas quatro décadas.
Os efeitos também aparecem nos países vizinhos. No Peru, as temperaturas mais altas favoreceram incêndios florestais que já deixaram pelo menos 12 mortos, e a dengue provocou mais de 81 mortes em 2026. No Chile, outubro foi o mês mais chuvoso já registrado em Santiago.
O El Niño é um fenômeno climático natural que se repete a cada dois a sete anos. Ele começa com o aquecimento das águas superficiais do centro e do leste do Pacífico equatorial e altera ventos, pressão atmosférica e chuvas em escala global.
Fonte: Agência Brasil