Alckmin celebra redução tarifária dos EUA, mas alerta para “distorção” que mantém café e carne sob taxa de 40%.

Brasil

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou como um avanço a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de reduzir em 10% as tarifas de importação aplicadas a alguns produtos brasileiros, como café, carne bovina e frutas tropicais. Apesar de considerar a medida benéfica, ele destacou que ainda existe um desequilíbrio que precisa ser resolvido.

A declaração foi dada no Palácio do Planalto, um dia após o presidente norte-americano Donald Trump oficializar a redução tarifária, válida também para outros países fornecedores. Com a mudança, 26% dos itens brasileiros vendidos ao mercado norte-americano deixam de sofrer tarifa adicional — um aumento em relação aos 23% de antes, representando impacto estimado de R$ 10 bilhões em exportações.

Alckmin ressaltou que a articulação diplomática teve papel importante na decisão, lembrando a conversa recente entre o presidente Lula e Trump e o encontro, em Washington, entre o chanceler Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio.

Apesar do alívio nas tarifas, Alckmin chamou atenção para o fato de que café e carne bovina continuam submetidos a uma taxação exclusiva de 40%, vigente desde agosto. A cobrança coloca o Brasil em desvantagem em relação a concorrentes diretos, como Colômbia e Vietnã, cujos produtos entraram na lista de tarifa zero nos EUA.

Segundo o vice-presidente, o governo seguirá pressionando para corrigir essa discrepância. Ele ponderou que o Brasil já pratica ampla abertura tarifária para produtos norte-americanos: entre os dez itens mais vendidos pelos EUA ao Brasil, oito entram com alíquota zero. “O Brasil não é problema, o Brasil é solução”, reforçou Alckmin, ao defender uma relação comercial mais equilibrada.

Jornalista responsável pela foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Redação Brasil News

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