A corrida pelo Governo do Paraná em 2026 começou a ganhar novos contornos com a divulgação de um agregador de pesquisas eleitorais que acompanha a evolução dos principais pré-candidatos ao Palácio Iguaçu.
A ferramenta reúne levantamentos registrados e divulgados publicamente, permitindo observar tendências e movimentos ao longo do tempo, em vez de analisar apenas pesquisas isoladas. A proposta é oferecer uma visão mais ampla sobre o comportamento do eleitorado paranaense nos meses que antecedem a campanha oficial.
Os primeiros dados apontam que o senador Sergio Moro permanece na liderança dos cenários pesquisados até agora. No entanto, o desempenho do ex-juiz da Lava Jato apresenta sinais de oscilação quando comparados os levantamentos mais recentes com os números registrados anteriormente.
Embora continue ocupando a primeira colocação, a diferença para os adversários aparece menor em comparação aos primeiros levantamentos divulgados neste ano. Analistas avaliam que o movimento não representa uma mudança de liderança, mas pode indicar uma disputa mais competitiva do que se imaginava inicialmente.
Na sequência aparece o deputado estadual Requião Filho, que mantém desempenho relativamente estável nas pesquisas divulgadas. O parlamentar tem sido apontado como um dos nomes mais consistentes da oposição e segue figurando entre os principais concorrentes ao governo estadual.
Outro destaque é a disputa envolvendo o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca e o deputado federal Sandro Alex. Ambos aparecem em patamares próximos nos cenários em que são incluídos, configurando uma concorrência direta por espaço dentro da corrida eleitoral.
Nos bastidores do governo estadual, a aposta está concentrada no potencial de transferência política do governador Ratinho Junior. Aliados acreditam que a associação direta entre a gestão estadual e a candidatura de Sandro Alex poderá ampliar significativamente seu desempenho eleitoral nos próximos meses.
Especialistas lembram, porém, que a transferência de popularidade entre líderes políticos e candidatos não ocorre automaticamente. O sucesso dessa estratégia dependerá de fatores como campanha, alianças regionais, presença no interior e capacidade de comunicação com o eleitorado.
Enquanto isso, setores da oposição buscam explorar as oscilações registradas por Sergio Moro para reforçar a narrativa de que a eleição permanece aberta. O objetivo é enfraquecer a percepção de favoritismo e ampliar a competitividade da disputa antes do início oficial da campanha.
Com as convenções partidárias previstas para os próximos meses, o cenário ainda pode sofrer mudanças importantes. A formação das chapas, definição dos candidatos a vice-governador e construção dos palanques regionais deverão influenciar diretamente o comportamento das próximas pesquisas.
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Redação – Thiago Salles