Pix entra na era do cerco total contra golpes e frustra discurso da oposição.

Economia

As novas regras de segurança do Pix entraram em vigor nesta sexta-feira (2) e marcam uma mudança profunda no combate a fraudes no sistema de pagamentos mais usado do país. As medidas, determinadas pelo Banco Central do Brasil, tornam obrigatório o chamado MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução), que amplia o poder de rastreamento do dinheiro e acelera a restituição de valores às vítimas de golpes.

Na prática, o Pix passa a acompanhar o caminho do dinheiro mesmo depois que os valores saem da conta originalmente usada na fraude. Antes, criminosos se beneficiavam da velocidade das transferências para pulverizar os recursos e escapar do bloqueio. Agora, o sistema permite seguir as transações de forma contínua, aumentando significativamente a chance de recuperação do dinheiro.

Outro ponto central é o compartilhamento de informações entre instituições financeiras. Com isso, bancos envolvidos em uma mesma cadeia de transações passam a agir de forma integrada, o que possibilita a devolução de valores em até 11 dias após a contestação feita pelo cliente. O processo também ganha agilidade com o autoatendimento do MED, reduzindo etapas burocráticas.

As novas regras ainda autorizam o bloqueio imediato de contas denunciadas por suspeita de golpe, invertendo a lógica anterior. A investigação passa a ocorrer após o bloqueio, dificultando que fraudadores esvaziem rapidamente as contas. Segundo o Banco Central, o objetivo é enfraquecer o uso recorrente de “contas laranja” e tornar o Pix mais seguro para a população.

O tema também gerou ruído político. Enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda Fernando Haddad defendem o reforço na segurança do sistema, críticas vindas da oposição — incluindo o deputado Nikolas Ferreira — acabaram perdendo força com a entrada em vigor das medidas. Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o novo modelo fecha brechas históricas usadas por quadrilhas especializadas em fraudes digitais.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Redação Brasil News

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