O pastor evangélico Silas Malafaia voltou a provocar forte repercussão política nesta quinta-feira (21) ao publicar uma série de críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu após Malafaia elogiar o ato político liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), utilizando o episódio como pano de fundo para intensificar ataques à Corte.
Em suas declarações, Malafaia acusou o ministro Alexandre de Moraes de tentar silenciá-lo por meio de investigações judiciais, classificando sua atuação como autoritária. O pastor afirmou que não teme processos ou inquéritos e declarou que continuará denunciando o que considera abusos de poder, chegando a defender publicamente a abertura de pedidos de impeachment contra ministros do STF.
A relação entre Malafaia e Alexandre de Moraes é marcada por embates anteriores. Em dezembro, o ministro determinou que o pastor prestasse esclarecimentos à Justiça após declarações consideradas ofensivas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. O caso resultou em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por injúria e calúnia.
Além disso, no ano passado, Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão envolvendo Malafaia, no âmbito de investigações que apuravam uma suposta articulação política ligada ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro para pressionar o Supremo Tribunal Federal.
Na publicação mais recente, Malafaia voltou a elevar o tom ao chamar Alexandre de Moraes de “ditador” e ao citar a atuação profissional da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, em um caso envolvendo o Banco Master — alegação que ele classificou como irregular, sem apresentar provas.
As declarações reacendem o debate sobre os limites da liberdade de expressão, o papel do Judiciário e a crescente tensão entre líderes religiosos, políticos e o Supremo em um cenário de forte polarização no país.
Redação Brasil News