Ibovespa atinge novo recorde e dólar recua com otimismo sobre acordo que encerra paralisação nos EUA.

Economia

O Ibovespa iniciou a semana em forte ritmo de valorização e alcançou um novo marco histórico nesta segunda-feira (10), fechando com alta de 0,77%, aos 155.257 pontos — o 11º recorde consecutivo do principal índice da bolsa brasileira. O movimento foi acompanhado pela queda do dólar, que recuou 0,55%, cotado a R$ 5,3069, refletindo a melhora do humor global e o avanço das negociações para encerrar a paralisação do governo americano.

Nos Estados Unidos, o Senado aprovou a tramitação de um projeto de financiamento que pode colocar fim à maior paralisação governamental da história do país, o chamado shutdown, que já dura 41 dias. A perspectiva de um acordo bipartidário entre democratas e republicanos aumentou o apetite por risco dos investidores e estimulou a entrada de capital em mercados emergentes, como o Brasil.

O fim do impasse pode liberar cerca de US$ 953 bilhões em recursos do Tesouro norte-americano, destravando investimentos e aliviando pressões sobre famílias e empresas afetadas pela suspensão das atividades públicas.

Enquanto isso, os mercados globais também reagiram positivamente. Em Wall Street, os índices registraram altas expressivas: o S&P 500 subiu 1,54%, o Dow Jones avançou 0,81% e o Nasdaq ganhou 2,27%, impulsionado pelo bom desempenho de empresas de tecnologia.

Na Europa, o otimismo também predominou, com o STOXX 600 e o DAX alemão em alta, acompanhados pelo CAC 40 francês e o FTSE 100 britânico. Na Ásia, os ganhos foram generalizados, com destaque para o Kospi (Coreia do Sul), que subiu mais de 3%.

No Brasil, os investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, que manteve as projeções para a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao fim de 2025, com perspectiva de recuo gradual nos anos seguintes. As expectativas para inflação e PIB também permaneceram estáveis, reforçando a percepção de previsibilidade no cenário doméstico.

Além do ambiente econômico, a semana marca a abertura da COP30, em Belém (PA), primeira conferência global do clima no país desde a ECO-92. Em discurso de abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação do comércio internacional e destacou que “é mais barato financiar o clima do que guerras”, reforçando o papel do Brasil na liderança ambiental.

O resultado do pregão reflete a combinação de confiança externa, estabilidade das expectativas internas e otimismo político global. Com a perspectiva de acordo nos Estados Unidos e o início da COP30 no Brasil, o mercado brasileiro mantém trajetória positiva e consolida o melhor desempenho anual desde 2019, com avanço de mais de 29% em 2025.

Por Redação Brasil News
Foto: Miguel Schincariol / AFP

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