Em Washington, o Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira uma resolução que visa derrubar as tarifas elevadas aplicadas sobre produtos brasileiros, consideradas pelo texto como “ilegalmente fundamentadas”. A votação resultou em 52 votos favoráveis e 48 contrários, com cinco senadores republicanos apoiando a iniciativa ao lado dos democratas.
As sobretaxas haviam sido estabelecidas por Trump — chegando a cerca de 50% sobre certas importações brasileiras — com base numa declaração de emergência nacional para justificar a ação.
No entanto, apesar da aprovação no Senado, a medida enfrenta forte resistência na Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde já há movimento para impedir que a resolução seja sequer analisada.
Para o Brasil, a votação configura um momento simbólico de reforço em sua posição nas negociações bilaterais. Ao mesmo tempo, sinaliza internamente nos EUA um desgaste da estratégia de trade do executivo, que fundamentou a imposição tarifária como uma resposta a questões de segurança nacional e política externa.
Mesmo sem efeito imediato, o desfecho pode influenciar futuros debates sobre comércio internacional, poder executivo versus congresso e o tratamento dado ao Brasil como parceiro comercial. Veremos se avançará além do Senado e como reagirá o governo norte-americano.
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