O mercado internacional de petróleo registrou uma forte alta nesta quinta-feira (23), com o barril ultrapassando novamente a marca de US$ 100 pela primeira vez desde maio. O movimento ocorreu após os houthis do Iêmen afirmarem ter realizado ataques contra dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, aumentando as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global.
O petróleo Brent, referência internacional, encerrou o dia cotado a US$ 100,69 por barril, após valorização de US$ 6,62, equivalente a uma alta de 7%. Esse foi o maior fechamento registrado desde 22 de maio.
Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, terminou a sessão em US$ 92,19 por barril, com avanço de US$ 5,36, ou 6,2%, alcançando o maior valor desde junho.
A disparada dos preços acontece em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, uma das regiões mais estratégicas para a produção e transporte de energia no mundo.
Especialistas avaliam que a combinação de ataques a embarcações, riscos envolvendo rotas marítimas importantes e possíveis novos conflitos pode provocar impactos ainda maiores no mercado de combustíveis.
O Mar Vermelho e o Estreito de Ormuz são considerados pontos críticos para o comércio internacional de petróleo. Qualquer redução significativa no fluxo de navios nessas áreas pode afetar a oferta mundial e elevar os custos de transporte.
Segundo analistas do setor energético, o cenário atual coloca o petróleo próximo de níveis não vistos há anos, enquanto países consumidores acompanham com preocupação os possíveis efeitos sobre inflação, combustíveis e atividade econômica.
A alta recente também representa uma mudança significativa em relação ao início do conflito envolvendo o Irã, período em que os preços estavam em patamares consideravelmente menores.
O mercado agora monitora os próximos movimentos militares e diplomáticos no Oriente Médio para avaliar se a pressão sobre o petróleo será temporária ou se poderá abrir caminho para uma nova fase de instabilidade energética global.
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Redação – Ana Flavia