Com o aumento do tempo diante das telas, especialistas em sono têm chamado atenção para os impactos negativos desse hábito, especialmente à noite. O uso de celulares, computadores e televisores antes de dormir pode afetar diretamente o ciclo natural do sono, dificultando o descanso e provocando sintomas de insônia.
Segundo pesquisas recentes, a luz azul emitida por esses dispositivos engana o cérebro ao simular a luz do dia. O resultado é a inibição da melatonina, hormônio produzido naturalmente à noite e responsável por induzir o sono. Essa supressão faz com que o corpo demore mais para “desligar”, prolongando o tempo necessário para adormecer.
Efeitos no corpo e na mente
Os impactos vão além da dificuldade para dormir. Estudos indicam que uma hora de uso de tela na cama pode reduzir o tempo total de sono em até 24 minutos e aumentar o risco de insônia em quase 60%.
Além disso, o tipo de conteúdo consumido antes de dormir também influencia. Filmes, jogos ou redes sociais podem gerar estímulo mental e liberação de hormônios do estresse, como a adrenalina, impedindo o relaxamento necessário para alcançar o sono profundo e restaurador.
A privação de sono prolongada traz prejuízos significativos à saúde mental e cognitiva — afetando memória, aprendizado, humor e capacidade de concentração — e, a longo prazo, pode aumentar o risco de ansiedade, depressão e doenças neurodegenerativas.
Dicas para dormir melhor
Especialistas em higiene do sono recomendam adotar hábitos simples para reduzir os efeitos das telas:
- Desconecte-se antes de dormir: desligue ou evite telas entre 30 e 60 minutos antes de deitar.
- Crie um ambiente livre de distrações: mantenha o celular fora do quarto e evite assistir TV na cama.
- Desative notificações: se precisar usar o aparelho, coloque-o no modo “não perturbe”.
- Reduza o brilho: diminuir a intensidade da luz da tela ajuda mais do que usar filtros azuis.
- Escolha atividades relaxantes: prefira ler um livro físico ou ouvir música leve antes de dormir.
Com pequenas mudanças na rotina noturna, é possível melhorar a qualidade do sono e acordar com mais disposição e equilíbrio mental.
Foto: SESI