Tensões geopolíticas: Marco Rubio afirma que restrições do Starlink à Ucrânia cabem à SpaceX e Elon Musk, e não à Casa Branca.

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) em Mumbai, na Índia, que as decisões referentes às limitações e à velocidade do serviço de satélites Starlink fornecido à Ucrânia são de responsabilidade exclusiva do empresário Elon Musk e da SpaceX, descartando uma ingerência direta da Casa Branca sobre o tema. As declarações ocorrem em meio a intensas controvérsias sobre o impacto da infraestrutura privada nas operações militares de Kiev.

A manifestação do chefe da diplomacia norte-americana foi uma resposta às reportagens publicadas pelo Wall Street Journal, que revelaram que Musk teria ordenado a redução da velocidade de transmissão de dados de uma versão de nível militar do Starlink. A tecnologia é considerada vital para que as forças de defesa ucranianas identifiquem e se defendam contra ataques com mísseis e drones disparados pelas forças russas. Segundo a publicação, reuniões prévias sobre o tema teriam envolvido o bilionário, o presidente Donald Trump e assessores governamentais.

Apesar das reportagens indicarem tratativas internas no governo dos EUA, Rubio sustentou que o fornecimento do sistema é regido estritamente por um contrato comercial privado. “O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado quanto à forma como seus equipamentos podem ser utilizados e a quais velocidades eles permitem que sejam utilizados”, declarou o secretário a jornalistas durante sua agenda oficial na Ásia.

As falas do diplomata representam uma mudança de tom em relação às declarações anteriores do governo e reacenderam discussões no Congresso americano sobre a influência e o poder de decisão de corporações privadas de tecnologia sobre a política externa e de defesa dos Estados Unidos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy e autoridades ocidentais cobram garantias para a manutenção de canais estáveis de comunicação estratégica no teatro de guerra.

Foto: Reuters / Kylie Cooper

Redação – Thiago Salles

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