O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu no último domingo (18) após se envolver em um confronto armado com agentes da Polícia Militar na cidade de Catanduva, no interior de São Paulo. A ocorrência teve início após uma briga doméstica na qual o profissional de saúde, em visível estado de embriaguez, passou a ameaçar de morte a esposa e familiares no imóvel da família.
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela companheira de Luciano, que conseguiu sair da residência enquanto o filho do casal e a namorada se trancaram em um banheiro para se proteger das ameaças. Durante as tentativas de negociação conduzidas pela equipe policial para garantir a rendição pacífica, o médico apontou uma arma de fogo contra os militares e efetuou disparos. Os agentes revidaram a agressão e o atingiram na troca de tiros. Ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito constatado no local. Nenhum familiar ou policial ficou ferido.
Durante as buscas na residência, os policiais localizaram um cofre aberto contendo diversas armas de fogo e munições. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar foi acionado para inspecionar um objeto semelhante a um artefato explosivo, confirmando tratar-se de uma réplica inofensiva de granada de mão.
Luciano Pastor era formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva (Fameca), proprietário do centro médico Dr. Solidário e ex-presidente da Associação Mahatma Gandhi. No ano anterior, o médico havia sido investigado e preso no âmbito da Operação Duas Caras, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo para apurar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro com desvios bilionários em instituições de saúde. O caso segue em apuração pela Polícia Civil.
Foto: Policia Militar / Divulgação
Redação – Thiago Salles