Um homem preso sob suspeita de matar a companheira e a enteada grávida em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, foi encontrado morto enquanto estava detido em Registro, no interior de São Paulo.
Identificado como Aroldo Pereira de Lima, ele estava preso após as mortes de Lucimara Lopes Siqueira, de 52 anos, e da filha dela, Tamiris Siqueira Ribeiro, de 25. Tamiris estava grávida de aproximadamente seis meses.
Segundo informações atribuídas à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, Aroldo foi encontrado desacordado na cela. A Polícia Penal acionou a Polícia Civil e ele foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento, onde chegou sem vida. O Instituto Médico-Legal foi acionado para realizar exames destinados a esclarecer a causa da morte.
O caso da morte na unidade prisional foi registrado na Delegacia Seccional de Registro e segue sob investigação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou o óbito.
Aroldo havia sido preso na noite de quinta-feira, 1º de outubro, poucas horas depois de Lucimara e Tamiris serem encontradas mortas no quintal da casa onde viviam, na região do Guaraú, em Jacupiranga.
Imagens de monitoramento tiveram papel importante na investigação. Segundo o boletim de ocorrência, uma familiar acompanhou as câmeras instaladas na residência e viu Tamiris sair pela porta principal em direção aos fundos do imóvel. Logo depois, Aroldo teria seguido pelo mesmo caminho carregando um machado. Minutos mais tarde, ele foi registrado deixando a propriedade em uma motocicleta.
A testemunha foi até o imóvel e encontrou mãe e filha caídas no quintal. Quando as equipes de emergência chegaram, as duas já estavam mortas. Um machado foi apreendido no local e passou a integrar a investigação sobre o crime.
Após deixar a residência, Aroldo foi localizado em uma pousada de Pariquera-Açu, cidade vizinha. De acordo com a investigação, ele teria utilizado um nome diferente ao se hospedar. No momento em que foi encontrado, apresentava sinais de uma emergência médica e recebeu atendimento antes de ser encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher de Jacupiranga.
Relatos colhidos pela polícia apontaram ainda que Lucimara teria comentado anteriormente sobre comportamentos possessivos e controladores do companheiro. Essas informações integram a investigação e não substituem as conclusões oficiais do inquérito.
O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica, e a prisão preventiva de Aroldo havia sido determinada antes de sua morte.
Com a morte do investigado, a Polícia Civil segue responsável por esclarecer tanto as circunstâncias das mortes de Lucimara e Tamiris quanto o que aconteceu dentro da unidade prisional de Registro.
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Redação – Thiago Salles