O mercado financeiro iniciou a semana reagindo aos novos desdobramentos do cenário político brasileiro. Na abertura dos negócios desta segunda-feira, o dólar à vista registrou recuo ante o real, com os investidores avaliando a divulgação de duas novas pesquisas eleitorais para o segundo turno das eleições presidenciais. Os levantamentos apontaram um cenário de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a pesquisa divulgada pelo BTG/Nexus, a diferença numérica entre os dois candidatos encurtou de forma significativa, colocando Flávio Bolsonaro com 46,5% e Lula com 45,9% das intenções de voto no total. Com a margem de erro fixada em dois pontos percentuais, o resultado configura um empate técnico entre os concorrentes. Já o levantamento promovido pelo instituto AtlasIntel/Bloomberg registrou uma redução da vantagem do candidato do PL de 5,4 para 2,2 pontos percentuais, com o senador marcando 49,8% contra 47,6% do atual mandatário.
No ambiente de negócios, analistas apontam que os agentes financeiros seguem monitorando os compromissos fiscais sinalizados pelas candidaturas. Enquanto parte do mercado vê no projeto da oposição a perspectiva de maior rigor no controle das contas públicas e gastos do Estado, a movimentação das pesquisas eleitorais trouxe ajustes de posições tanto no mercado de câmbio quanto na curva dos Depósitos Interfinanceiros (DIs).
Além dos fatores domésticos, o câmbio refletiu um ambiente de cautela e oscilação mista nas moedas globais frente ao dólar no exterior, com investidores atentos aos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano. Na cotação à vista, o dólar manteve a trajetória de alívio e fechou cotado na casa dos R$ 5,04, descolando-se parcialmente da valorização global da moeda americana.
Foto: Reuters / Abubaker Lubowa
Redação – Thiago Salles