O colapso da gigante? Casas Bahia fecha quase 300 lojas de uma só vez, demite milhares e adia balanço sob clima de tensão.

Economia Negócios

Uma das marcas mais emblemáticas do comércio brasileiro vive momentos de profunda turbulência e passa por um enxugamento radical de suas operações. A Casas Bahia promoveu um corte massivo e concentrado ao baixar as portas de 298 pontos de venda e desligar quase 2 mil funcionários em um curto espaço de tempo, sinalizando uma guinada dramática em relação aos ajustes gradativos que vinha fazendo nos últimos anos.

Para além da redução drástica no espaço físico, a varejista suspendeu a entrega de seu balanço financeiro do segundo trimestre, postergando o anúncio dos dados para reorganizar o plano de reestruturação. O movimento gerou apreensão no mercado, sobretudo porque a companhia acumula perdas financeiras expressivas: apenas no primeiro trimestre deste ano, os prejuízos superaram a marca de R$ 1 bilhão, somando-se ao rombo de cerca de R$ 3 bilhões registrado no ano anterior.

Embora o ambiente nas lojas físicas seja de retração e corte de custos, os canais digitais da empresa mostram reação, puxados pelas vendas de produtos próprios na internet. Contudo, relatos do setor indicam que a empresa busca renegociar prazos com fornecedores e parceiros de marketplace para conter o sufoco de caixa. Entre processos de recuperação extrajudicial e mudanças no controle acionário, o mercado agora aguarda os próximos passos da rede para saber se o plano de sobrevivência será suficiente para estancar as perdas.

Foto: Divulgação / Casas Bahia

Redação – Thiago Salles

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